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Estudantes |
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quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Céu azulEra manhã, um nevoeiro se dissipava dando espaço ao brilho do sol naquele dia. Por volta das 7 da matina, podia se ouvir o piado de uma coruja vindo dos aposentos da jovem Ekhart, o que provoca seu despertar. Ainda sonolenta, Fernanda abre os olhos e vê Palas, sua coruja empoleirada na cabeceira da cama. Pontual como sempre, Palas a acordara para se preparar para o longo dia que teria. Diferente de sua mãe que já devia te-la chamado, provavelmente Mara ainda estaria dormindo a tais horas.
A jovem passa o olhar por seu quarto, onde ao centro em cima do tapete se encontrava seu malão, já devidamente arrumado e fechado, com um ou dois dias de antecedência, como era de seu costume. Era um quarto amplo, mesmo assim quase vazio, uma vez que passava a maior parte do ano longe dele.
Num canto seu armário, de 6 portas, e no outro a cama de casal onde estava deitada com uma mesinha ao lado seguida de uma escrivaninha. Ao lado do armário se encontrava uma estante de livros e cadernos, poucos na casa que não estavam na biblioteca.
Seu olhar parara na grande janela perto de sua cama, onde contemplava o seu azul, com um único pensamento em mente: “Logo estarei em casa”.
“Casa”. Era como se referia a Beauxbatons, como seu lar, onde tinha – poucos, mais fieis e cofiáveis - amigos. Mesmo sendo um de seus lamentos não ter ido para Durmstrang, agora não trocaria Beauxbatons por nada no mundo.
[...]
Ouve-se uma batida na porta, quase como se despertasse de um transe, Fernanda responde ao ruído:
- Pode entrar... – respondeu ainda com voz de sono. Era sua mãe, que viera chamá-la:
- Filha, vai tomar café ou pretende passar suas ultimas horas em casa deitada? – Disse a Mara em tom irônico.
- Que horas são? Já esta na hora? – disse Fernanda, já desperta e ansiosa por deixar sua cama.
- Quase oito da manhã... – Responde Mara. Fernanda nem percebera que dês de que acordara, passara-se quase uma hora.
Fernanda praticamente pula da cama, e vai para o banheiro, para o espanto de sua mãe, quase nunca vê a filha tão agitada.
- O que deu em ti para levantar dessa maneira? – Diz Mara já na porta do banheiro.
- Ansiedade. – Responde Fernanda, penteando os cabelos e, em seguida escovando os dentes.
- Assim que terminar de se arrumar me encontre na copa... – Disse Mara já saindo do quarto da filha. Fernanda sorriu...
[...]
Já devidamente vestida e arrumada com o uniforme azul, e com Palas em seu ombro esquerdo, Fernanda chega à copa, e senta-se a mesa para o café, ao lado de sua mãe, com sua Avó e seus primos.
- Finalmente! Pensei que tivesse se afogado na banheira! – Diz Mara arrancando risos de todos à mesa.
Fernanda começa a comer, toma um pouco de café, mas prefere o suco de sua avó. Uma das únicas coisa que, com tantos empregados, Jeannet Moncken faz questão de fazer o café e o suco todas a manhãs em que seus netos estão em casa.
- Uma pena tia Martha ter que viajar antes de irmos para a escola, não?! – Fernanda com seus primos Celiano e Eduard.
- Nossa mãe não poderia perder a chance de estudar os Dragões da China, é um dos sonhos dela... – Responde Celiano.
- Mas que ela sempre vai com agente, leva vocês para Hogwarts com a Vovó, e depois acompanha a mamãe me levando à Beauxbatons... – Retruca Fernanda.
- Não este ano. – Eduard põe um fim na conversa.
- Melhor vocês pararem de discutir antes que irritem a Mara. – Avisa Vovó Jeannet, e todos a escutam. Se há algo pior que um castigo, é um castigo dado pela mãe de Fernanda quando está irritada...
[...]
Ao final do café não avia mais sinal da discussão (se é que aqui chegou a ser uma...), e correu uma calma conversa alternada por confortáveis silêncios. Todos levantaram-se da mesa à ultima mordida de Eduard, e então Mara falou em vos alta:
- Peguem suas malas e bolsas e me encontrem em frente as portas de casa. Saímos em 15 minutos. – E se retirou da copa. Ninguém ousaria desobedecer-lhe, a menos que quisesse perder um ano letivo...
By Nanda
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